Sexualidade a nível Biológico

Gravidez na adolescência

Uma gravidez na adolescência implica um duplo esforço para a jovem adolescente.


O que significa uma gravidez na adolescência?

A adolescência assume-se como um importante período da vida, que corresponde a diferentes tomadas de posição sentidas ao nível social, familiar e também sexual. A puberdade marca o início da vida reprodutiva de rapazes e raparigas, sendo caracterizada por mudanças fisiológicas e psicológicas. Uma gravidez na adolescência implica um duplo esforço de adaptação fisiológica e uma conciliação de duas realidades que convergem num único momento: estar grávida e ser adolescente.

Como saber se estou grávida?

Se existiram relações sexuais desprotegidas e a menstruação não apareceu na altura devida, não vale a pena entrar em pânico, mas também não deve ignorar a situação. Deve sim, fazer um teste de gravidez e aí, de acordo com o resultado, reflectir sobre as decisões mais apropriadas, sempre com o apoio de alguém em quem se confia. É essencial considerar que uma criança precisa de afecto, amor e disponibilidade total durante vários anos. Existem muitos serviços anónimos, confidenciais e gratuitos (por exemplo: consultas de atendimento a jovens nos centros de saúde, linhas telefónicas de apoio e encaminhamento nesta área, etc.) que podem ajudar os jovens neste momento difícil.

Quais são as principais queixas apresentadas pela jovem grávida?

Dificuldade na relação com os pais: desapontamento, culpas e acusações poderão ocorrer aquando da chegada da notícia;
Dificuldade na relação consigo própria, na integração da gravidez e da expectativa da maternidade nos seus projectos e interesses de adolescente;
Receio de possíveis alterações no relacionamento com o seu namorado;
Dificuldade em conseguir gerir a relação com o seu grupo de amigos;                                                                                                                                 Dificuldade em encontrar um espaço onde se sinta confortável para falar sobre os seus medos e dúvidas face à situação vivida.

Qual a forma de tornar toda esta situação mais fácil?

Se a família e as pessoas mais próximas da adolescente que engravida forem capazes de acolher a notícia com compreensão, harmonia e respeito, a gravidez tem maior possibilidade de decorrer sem problemas e até de forma gratificante. A jovem deve ser apoiada na tomada de decisões e o seu bem-estar afectivo é fundamental. A adolescente tem necessidade de exprimir e partilhar sentimentos sem se sentir julgada, antes compreendida e aceite. Deverá possuir conhecimentos que lhe permitam compreender a maternidade e aceitar as mudanças corporais inerentes. Para isso, deverá ser inserida num programa de cuidados pré-natais adequados. A gravidez na adolescência é, enfim, um problema que deve ser levado a sério e que não deve ser subestimado nem pelos adolescentes, nem pelos educadores e professores. É possível manter os comportamentos normais na adolescência, continuar a sair com os amigos e namorar, mas de forma diferente, mais ponderada.

Número de adolescentes grávidas:

No ano passado cerca de 7 mil adolescentes portuguesas engravidaram e embora seja uma taxa algo elevada, diz se que o número de adolescentes grávidas baixou.

Testemunho real de uma jovem grávida:

Meu nome é Márcia, aos 15 anos de idade engravidei, no ínicio a parte mais difícil era contar para os meus a “novidade”, mas com 1 mês e meio resolvi tomar coragem e contar primeiro para minha mãe, e como é evidente ficou assustada e um pouco triste com a situação pelo fato de eu ser nova, mas ela como meu pai e toda a minha família me apoiaram, até porque já havia 2 outros casos deste na família, onde para a minha mãe o mais difícil foi a rejeição do meu então “ex namorado” que tinha sido o meu primeiro “homem” me rejeitar. No entanto os meses foram se passando, a minha barriga foi crescendo e eu amando aquela sensação de sentir uma criança crescer dentro de mim, ela se mexendo, era o máximo… Chegou o dia do D, ou seja, os dias depois do nascimento, bom tive um bom parto, o meu médico Dr.Edson Stocco, era um amor, até porque eu tinha convênio da minha mãe, o hospital era particular, fiquei em um apartamento com direito a acompanhante que claro foi a minha mãe que se internou comigo e só saiu de lá comigo e com a minha filha. O difícil confesso foi quando minha filha tinha 1 mês, e eu comecei a sentir na pele a dificuldade de ser mãe, quando na verdade com 16 anos tu ainda estás a aprender a  ser filha, os conflitos na minha mente começaram.

Para se ter uma ideia cheguei a ir com a minha mãe até o juiz e pedir a ele que desse a minha filha para adopção a ela, e que eu me tornasse apenas irmã da minha filha, só para não ter que ter aquela responsabilidade de ter que cuidar de uma criança em tempo integral e ter que “abrir a mão da minha adolescência” cuja esta, eu iria começar a viver . Passeios, festa, namoros… era tudo o que eu queria viver e não podia, pois tinha a minha filha Bianca para cuidar.

Eram períodos difíceis e conturbados, um dia eu sentia vontade de rejeitá-la e deixá-la só no colo das minhas irmãs, meu pai, outros momentos eu a amava e chorava abraçada com ela, e muitas vezes chegava a discutir com minha mãe, porque eu queria sair ela não deixava, porque tinha que ficar com ela, e o tempo foi se passando, quando minha filha completou 2 anos de idade nós três faziámos sessões com uma psicóloga, minha mãe não à adotou mais o juiz deu à ela a guarda da minha filha filha até aos 18 anos dela. Mas nessa época minha relação com minha filha já havia evoluído grandemente, e ela se tornou minha “bonequinha” onde eu à penteava, saia com ela pra todos os lugares, viajava com ela e todos os meus amigos amavam minha filha, e aí comecei o papel de mãe, não que eu não fizesse isso, porque desde que ela nasceu eu tomava conta dela, todos em casa trabalhavam e eu ficava com minha filha, mas os meu sentimentos por ela já haviam amadurecido muito, e confesso que a pessoa que mais me ajudou neste processo de aceitação pelo sentimento materno por minha filha, foi ela mesma, ela foi me ensinado a ser mãe dela, à ama-la, a cuidar dela…

Hoje a Bianca tem 16 anos, é linda, inteligente, amada por mim e por toda a minha família, na verdade todos a amaram desde o tempo de minha gestação. Hoje estou com 31 anos de idade, sou casada há 5 anos, e tenho o irmãozinho da Bianca, o caçula de 3 anos e 6 meses. Seu nome Ísaias, lindo e graças à DEUS, também muito amado e quase “venerado” por todos.

Moral da história: A verdade é; depois que se tem um filho(a), seja em qual situação for, nunca mais se vive sem ele(a).

Minha professora: A vida, a Bianca, o tempo e claro, minha mãe, porque só quando se é mãe se sabe realmente qual a real função, o desempenho, os sentimentos e o papel na vida e na sociedade desse ser chamado “MÃE”, que por misericórdia de “DEUS” me concedeu uma mãe e me deu a oportunidade de ser mãe também.

Hoje eu sei o que sente uma mãe, uma adolescente grávida, e como se sente a criança.

Hoje eu posso passar pra minha filha e para muitas adolescentes, a importância de se ter plena consciência de seus atos, mesmo sendo novas procurar se ter conciência de que a cada ação, você colhe os “frutos da reação”. E que colocar uma criança no mundo, é muito mais sério do que se imagina, não basta só se ter uma condição material favorável, o principal é a preparação psicológica e emocional da mulher. Um filho sempre é e sempre será uma grande benção dada pro DEUS, mas é importante saber e acima de tudo que esta criança é um ser real, e que sempre ou pelo menos na maior parte da vida dela ela dependerá de você, e por obter em tê-la muitas coisas terão que ser adiadas, terá que se abrir mão. O ideal e indispensável é: Meninas usem sempre preservativos, adotem um método preventivo, cuidem-se, vão anualmente aos seu Ginecologistas, e principalmente, amem e confiem em suas mães, que antes de tudo são mulheres como você. Tenham diálogos com suas famílias, porque em qualquer situação, e no final de tudo são eles que sempre estarão ao seu lado. E lembre-se sempre, criança tem que ser amada, cuidada, protegida, acolhida, pois o futuro dela depende de você, tanto no profissional dela, quanto e principalmente no seu emocional. Hoje por ser mãe pela segunda vez e já madura posso avaliar e dizer com toda a certeza do meu coração, a importância que se tem e gratificação que sente a mãe e a criança quando entre elas há um laço chamado “amor”, a importância de cada gesto seu para com elas, um beijo, um abraço, um carinho, quando ela ainda pequena diz à você que está com medo do escuro, do “bicho papão”, o afago para ela é sinal de ser amada, protegida, e ao mesmo tempo em que ela se sente assim, inexplicávelmente e apaixonante é sentir o seu coração aquecido e pulsando 10 vezes mais de tanto amor … Por isso, o planejamento famíliar, o amor e o diálogo são peças indispensável para se viver melhor e conscientemente. E principalmente, viver um dia após o outro, e tudo no seu tempo certo…

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2 comentários »

  1. como isso pode fazer aborto

    Comentar por rafaela — Maio 22, 2012 @ 7:29 pm | Responder

  2. Nossa adorei tenho 14 anos,estou grávida de 1 mês e meio mas meus familiares não
    sabem só eu e meu namorado.

    Comentar por Bel — Julho 24, 2012 @ 10:01 pm | Responder


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